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Prédio novo com problema: a conta é do condomínio ou da construtora?

Receber um “a garantia já venceu” nem sempre significa que o condomínio perdeu o direito de cobrar os defeitos da obra


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Essa é uma das frases que mais preocupam síndicos: “Infelizmente a garantia acabou.” Muita gente ouve isso e acredita que não existe mais nada a fazer. Mas a realidade pode ser bem diferente.


Em um caso julgado em Limeira (SP), a construtora tentou afastar sua responsabilidade, alegando que o prazo de garantia já havia expirado e que os problemas encontrados nas áreas comuns eram consequência da falta de manutenção do condomínio.


Vazamento oculto em apartamento fez a conta de água disparar: quem paga esse prejuízo?


O condomínio tem que pagar danos causados por batidas em veículos na garagem?


Visitante problemático no condomínio: o prédio pode barrar a entrada?


Só que a perícia técnica contou outra história. O laudo concluiu que parte dos defeitos era resultado de falhas no projeto e na execução da obra, ou seja, problemas que já existiam desde a construção. Diante disso, a Justiça determinou que a construtora realizasse os reparos necessários.


Esse caso deixa um importante ensinamento para os condomínios: não basta aceitar a resposta da construtora sem uma análise técnica. Muitas vezes, o verdadeiro problema não está na manutenção, mas em um vício construtivo que só apareceu com o passar do tempo.


Por isso, sempre que surgirem rachaduras, infiltrações, desplacamentos, problemas estruturais ou outros defeitos relevantes, o primeiro passo deve ser contratar um engenheiro para elaborar um laudo técnico. É esse documento que, na maioria das vezes, faz toda a diferença em uma negociação ou em um processo judicial.


No condomínio existe uma regra que vale ouro: quem desiste no primeiro “não” pode acabar pagando por um prejuízo que, na verdade, era responsabilidade da construtora.


No fim, fica a reflexão: quantos condomínios deixam de buscar seus direitos simplesmente porque ouviram que a garantia acabou... sem antes verificar se o problema realmente decorre da falta de manutenção ou de um defeito na própria construção?


Fonte: R7

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Financiamento ou armadilha? Saiba diferenciar uma dívida boa de uma dívida ruim

 Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa?


Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros.


Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer.


Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.


Fonte: G1 

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Com incerteza da guerra, governo busca saída para subsídio da gasolina

 Equipe econômica do governo adia decisão sobre corte do benefício na gasolina diante do risco de alta do petróleo e pressões sobre inflação


A escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos (EUA) atrapalhou os planos da equipe econômica para os combustíveis no Brasil e levou o governo a adiar uma decisão sobre o futuro do subsídio à gasolina.


A avaliação, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, é de que o cenário internacional ainda é instável e pode pressionar novamente os preços do petróleo nas próximas semanas.


“Eu tinha a expectativa, sim, de tirar a subvenção da gasolina em um prazo mais curto. Mas de novo, a situação da guerra se agrava, no que a gente ouviu foi uma declaração do presidente dos Estados Unidos dizendo que o cessar-fogo estava encerrado e que o acordo de paz já não seria mais executado nos termos e que estava sendo planejado. O que nos acendeu o sinal de alerta”, explicou.


A discussão ocorre em meio à tentativa do governo de reduzir o custo fiscal das medidas emergenciais adotadas para conter a alta dos combustíveis.


Criada como resposta ao choque externo provocado pela guerra, a subvenção aos combustíveis tem prazo limitado e depende de reavaliações frequentes diante das oscilações do mercado internacional.


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Frequência de envio: Diário


Governo adia retirada de subsídio da gasolina por cautela com EUA-Irã


Motta: governo irá discutir aumento de etanol na gasolina na terça


Durigan deixa para próxima semana decisão sobre subsídios da gasolina


A decisão sobre a manutenção ou corte do subsídio à gasolina, que era esperada para esta semana, foi adiada para a próxima. A equipe econômica tem defendido cautela, diante do risco de uma nova disparada do petróleo caso o conflito se intensifique.


A leitura é que uma retirada precipitada do benefício pode ter impacto direto sobre a inflação, item essencial na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente em ano eleitoral.


Além disso, o ministro reforçou que não está sendo discutido a ampliação dos subsídios já vigentes.


“Nós não estamos discutindo aumento, nós estamos discutindo retirada de subsídio e o tempo da retirada, e reitero, meu objetivo é a retirada dos subsídios, mas eu preciso ter cautela porque os eventos novos aconteceram ontem. É importante que a gente acompanhe diariamente como nós temos feito os efeitos da guerra para a economia do país”.


Entenda a nova crise entre Irã e EUA

O presidente americano,Donald Trump, declarou o fim do acordo após nova escalada militar e bombardeio de navios petroleiros noEstreito de Ormuz;

O republicano afirmou que o entendimento perdeu sentido diante das“hostilidades recentes”;

O Irã, por outro lado, acusou os EUA deviolar termos do acordo de paz, citando bombardeios e ameaças contínuas como quebra do compromisso;

As negociações já estavam fragilizadas, com o próprio Irã indicando que não seguiria dialogando sobpressão militar;

O acordo, firmado semanas antes, pode não à troca de ataques e ao aumento da tensão geopolítica, que inviabilizaram a trégua e trazemincerteza aos mercados mundiais;

Fonte: Metropoles

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Anac determina que menores de 16 anos devem ter assento garantido ao lado de responsáveis

 Uma portaria do órgão de 2023 já previa a regra, mas ainda não tinha sido regulamentada


Empresas aéreas poderão ser multadas se cobrarem pela marcação de assentos de passageiros menores de 16 anos que, por regra, podem viajar ao lado de seus responsáveis ou familiares sem custo adicional. É o que diz uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), publicada nesta quinta-feira 9 em edição extra do Diário Oficial da União.


A nova regra atende a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal. Ela garante que crianças e adolescentes menores de 16 anos sejam acomodados em assentos contíguos aos de seus responsáveis ou familiares sem cobrança pela marcação do lugar. A obrigação vale tanto no momento da compra da passagem quanto em casos de alteração da reserva.


Segundo a Anac, porém, a gratuidade não se aplica quando o passageiro optar por assentos com benefícios adicionais, como mais espaço para as pernas, ou pela mudança de classe. Nesses casos, as companhias poderão cobrar as taxas previstas para esse tipo de serviço, de acordo com a agência.


Uma portaria do órgão de 2023 já previa a regra, mas ainda não tinha sido regulamentada, o que ocorreu agora, com a previsão de punição às empresas que descumprirem.

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Pix Automático e Pix por aproximação: como funcionam e como usar?

 Guia prático mostra como ativar os novos recursos do Pix para cobranças recorrentes e pagar com aproximação pelo telefone


Pix Automático e Pix por aproximação: como ativar e usar os novos recursos de pagamento no celular (Bruno Peres/Agência Brasil)


O Pix já reúne mais de 170 milhões de usuários cadastrados e supera cartão de débito e dinheiro em espécie como meio de pagamento mais usado no Brasil, segundo dados do Banco Central. Ao longo dos últimos anos, a autarquia ampliou os recursos desse método com o Pix Automático e o Pix por aproximação.


Enquanto uma funcionalidade realiza as cobranças recorrentes como mensalidades e contas de consumo, a outra permite pagar no varejo físico encostando o celular na maquininha. As duas modalidades já estão em operação e mudam a forma como o Pix se integra a despesas do dia a dia. Veja os detalhes, as diferenças entre elas e em quais situações elas são mais adequadas.


O que é o Pix Automático?


O Pix Automático, lançado em junho de 2025, é um modo de pagamento recorrente dentro da infraestrutura do Banco Central. O cliente autoriza uma empresa — que precisa ter CNPJ ativo — a realizar cobranças periódicas direto na conta, sem necessidade de nova confirmação a cada vencimento, como funcionava o antigo débito automático.


Para pessoas físicas, o Pix Automático não tem custo. O Banco Central também permite que o pagador defina um valor máximo por cobrança e autorize o uso de linha de crédito caso o saldo na conta seja insuficiente no momento do débito.


Como ativar o Pix Automático no app do banco?


A ativação parte da empresa que oferece o serviço. Quando uma companhia disponibiliza o Pix Automático como forma de pagamento, o cliente recebe uma solicitação de autorização no app do banco. O passo a passo é o seguinte:


A empresa envia a proposta de cobrança recorrente, por QR Code ou pelo próprio app;

O cliente recebe a solicitação no aplicativo do banco;

No app, o usuário revisa os dados (valor, periodicidade, empresa e data de início) e autoriza o débito;

A partir da autorização, os pagamentos passam a ser feitos de forma automática nas datas combinadas.

O controle fica com o pagador. Dentro da seção Pix do app bancário, é possível consultar todas as autorizações ativas, ajustar o limite por cobrança ou cancelar o consentimento a qualquer momento. O banco envia uma notificação antes de cada débito, o que permite suspender o pagamento em caso de erro ou divergência de valor.


Qual a diferença entre Pix Automático e débito automático?


O débito automático tradicional dependia de convênios bilaterais entre cada banco e cada empresa, o que limitava a oferta, visto nem todo prestador de serviço conseguia fechar acordos com todas as instituições financeiras.


O Pix Automático opera com padronização nacional. Qualquer empresa com CNPJ pode oferecer a cobrança recorrente a clientes de qualquer banco, sem precisar firmar convênio individual. Do lado do consumidor, o Pix Automático permite definir teto por cobrança e revogar a autorização pelo celular, sem ligar para o banco ou para a empresa.


O custo operacional para as empresas também é menor, o que tende a ampliar a oferta entre prestadores de menor porte, que passam a ter acesso a cobrança automática sem depender de intermediários.


O que é o Pix por aproximação?


Lançado em fevereiro de 2025, o Pix por aproximação usa a tecnologia NFC (Near Field Communication), a mesma dos cartões contactless, para realizar pagamentos no varejo físico. Em vez de abrir o app do banco, escanear QR Code ou digitar chave Pix, o cliente encosta o celular na maquininha e confirma a transação com biometria ou senha do aparelho.


Desde abril de 2026, todas as instituições que participam do arranjo Pix são obrigadas a oferecer o recurso. A operação é processada pela infraestrutura do Banco Central, com liquidação em tempo real — o lojista recebe o valor na hora, sem prazo de repasse.


A vinculação acontece por meio de carteiras digitais. Em celulares Android, o Pix por aproximação funciona pelo Google Pay e pela Samsung Wallet. O usuário conecta a conta bancária à carteira digital uma vez, via Open Finance, e a partir daí pode pagar por aproximação em qualquer maquininha habilitada.


Fonte: Exame Online

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Anvisa suspende lote de repelente da marca Repele após falha em teste de eficácia

 A empresa responsável identificou um desvio pontual no processo de fabricação e está recolhendo o lote afetado


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu nesta segunda-feira (29) um lote do repelente contra insetos da marca Repele, de propriedade da empresa Mavaro. O lote afetado é o 61/411.


A Mavaro afirmou que a ocorrência está limitada a esse único lote, que teria sofrido um desvio pontual no processo de fabricação. A empresa diz que já havia identificado o problema e, desde então, adotado medidas corretivas e preventivas.


A medida da Anvisa proíbe a venda, a distribuição e o uso do repelente. Também é recomendado a quem comprou o produto que não o utilize. Segundo a agência reguladora, a Mavaro informou que fará o recolhimento de todos os itens que integram o lote comprometido.


A Anvisa determinou a suspensão devido a um laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP), que reprovou o repelente no teste de IR3535, procedimento que avalia a eficácia do princípio ativo sintético responsável por criar uma barreira de odor na pele e interferir no sistema olfativo dos insetos.


A Anvisa já havia feito uma interdição cautelar do mesmo lote do produto em 20 de maio, antes de determinar a suspensão nesta segunda.


Nota oficial da Mavaro


A MAVARO informa que a medida publicada pela Anvisa refere-se exclusivamente ao lote 61/411 do repelente Repele Spray Mavaro.


A empresa identificou um desvio pontual no processo de fabricação desse lote e, desde então, adotou medidas corretivas e preventivas, incluindo o rastreamento dos clientes e canais que receberam o produto, o recolhimento das unidades impactadas e a substituição das unidades recolhidas.


A MAVARO esclarece que a ocorrência está restrita ao lote citado e que segue colaborando com os órgãos competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários e acompanhando o processo com responsabilidade, transparência e respeito às normas sanitárias vigentes.


A empresa reforça seu compromisso com a qualidade, a segurança dos produtos e a confiança de clientes, distribuidores e consumidores.


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)


Fonte: R7

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Câncer em mulher evolui para grau agressivo após plano suspender quimio

 Mesmo com decisão judicial, mulher não consegue voltar a realizar tratamento pelo plano de saúde; sessão de quimio chega a custar R$ 55 mil


Uma mulher, de 30 anos, teve o ciclo de quimioterapia suspenso após o plano de saúde rescindir o contrato, de forma unilateral, durante o tratamento. Ela foi diagnosticada, neste ano, com câncer de mama grau três — o mais agressivo.


Devido à gravidade, as sessões com quimioterapia precisariam ser realizadas com urgência. Todavia, segundo a mãe da paciente, mesmo com o pedido em mãos, o plano de saúde Rede Total demorou para autorizar o início do tratamento. Ao Metrópoles, ela contou que a assistência levava muito tempo fazendo análises antes de liberar a sessão.


Dos quatro ciclos de quimio solicitados pela oncologista, ela conseguiu fazer dois antes da Rede Total rescindir o contrato. Sem o plano, a mãe chegou a pagar R$ 13 mil por uma única sessão, mas o valor da próxima chegava a R$ 55 mil e, por isso, não conseguiria pagar o tratamento de forma particular.


“Nós não temos condições de arcar com esses R$ 55 mil porque vão ser 12 sessões, né? Ou seja, ainda faltam nove sessão de R$ 55 mil. Fora uma cirurgia que ela ainda tem de fazer e, depois, outra cirurgia para tirar o cateter. Não temos condições de pagar essa quimio”, afirmou a mãe da paciente, que preferiu não se identificar.


Ainda segundo a família, após as sessões, um exame apontou que o tumor tinha diminuído três centímetros, entretanto, sem o tratamento, o carcinoma voltou a avançar. Devido a isso, elas decidiram judicializar o caso.


Família entrou na Justiça


A família contratou o plano da Rede Total através da administradora Capital Benefícios — que foi quem comunicou que a Rede teria rompido o contrato de forma unilateral. O aviso da rescisão teria sido feito com tempo inferior ao que a Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS) estabelece, que é de 60 dias.


A juíza Cristiana Torres Gonzaga, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou que a Capital Benefícios viabilizasse uma forma de a paciente continuar realizando o tratamento pelo mesmo plano de saúde enquanto fosse discutido a possibilidade de transferência para outro.


“Defiro a tutela de urgência para determinar que a requerida assegure, de forma imediata e integral, a continuidade da cobertura médico-hospitalar, garantindo a realização do tratamento oncológico prescrito, inclusive quimioterapia, exames, consultas, procedimentos, internações e demais medidas necessárias ao adequado tratamento de seu quadro clínico”, diz parte da decisão.


Fonte: Metropoles