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Desenrola 2.0: Serasa aponta 82,8 milhões de endividados no Brasil; 47% das dívidas são com instituições financeiras

 A Serasa Experian informou nesta terça-feira (5) que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira.


A empresa de proteção ao crédito informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.


Segundo o Serasa, 21% das dívidas estão relacionadas a contas básicas, como contas de água, luz e gás. Outros 11,5% do endividamento são com o setor de serviços.


De acordo com a empresa:


há338,2 milhõesde dívidas registradas;

o valor médio de dívida por pessoa é deR$ 6.728,51;

o valor médio de cada dívida é deR$ 1.647,64(há pessoas com mais de uma dívida).

Levantamento do Serasa em abril com 1.904 pessoas de todo o Brasil mostrou que:


38%das dívidas com o setor financeiro referem-se ao desemprego ou perda de renda;

16%são relativas a gastos emergenciais;

13%estão ligadas à desorganização financeira;

10%ao apoio a familiares e amigos; e

7%ao atraso no pagamento.

Plataforma de renegociação


A Serasa também informou que terá uma plataforma voltada para renegociação de dívidas dentro do Desenrola 2.0.


Segundo o órgão, 7,7 milhões de ofertas do Novo Desenrola já estão disponíveis no ecossistema de renegociação. As ofertas também estão disponíveis no aplicativo do Serasa.


Entre os participantes, estão o Itaú, o Santander, o Bradesco, o Banco Pan, o Banco BMG, o BV, o Neon e o NU.


Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.


Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).


A dívida renegociada terá:


Descontos entre30%e90%;

Taxa de juros máxima de1,99%ao mês;

Até48 mesesde prazo;

Prazo de até35 diaspara pagamento da primeira parcela;

Limite da nova dívida (após descontos) atéR$ 15 milpor pessoa, por instituição financeira;

Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas


Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas.


As instituições também ajustam seus sistemas para viabilizar a implementação.


Leia aqui o que os principais bancos disseram sobre aderir ao programa

Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos.


O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.


Fonte: G1

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O risco de aumento abusivo de preços na reforma tributária

Janeiro de 2027 será um momento de mudanças de preços no Brasil devido à entrada em vigor da primeira fase da reforma tributária.


Na semana passada, o ex-secretário Bernard Appy falou sobre o risco de que todo o mundo tente "levar a melhor", aproveitando o momento para aumentar as margens de lucro —algo parecido com o que vimos há mais de 30 anos durante a implantação do Plano Real.


Acrescente-se a esse cenário o fato de que algumas empresas não estarão preparadas para calcular o impacto da substituição de tributos sobre seus preços. Duas questões que podem ter consequências negativas, tanto macroeconômicas como concorrenciais.


Um dos responsáveis pelo novo modelo, Appy lembra que muitas empresas estão olhando apenas para a carga embutida naquilo que vendem (a visão de fornecedor), sem considerar na conta a mudança nos tributos sobre suas aquisições (a visão de comprador). A eliminação de tributos cumulativos representará uma redução de custos sobre insumos, um fator que não pode ser ignorado na precificação.


Durante os debates no Congresso, apresentar cálculos que olhavam para apenas um lado da conta foi uma estratégia utilizada por vários setores, com objetivo de superestimar o impacto da reforma e justificar o pedido de alíquotas reduzidas.


Realizar agora os cálculos considerando ambos os lados da equação não é tarefa simples. Em janeiro, PIS, Cofins e IOF-Seguros serão extintos, dando lugar à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com uma alíquota estimada em torno de 9%. Esse valor se aproxima dos 9,25% do PIS/Cofins no regime não cumulativo. No setor de serviços, são 3,65%, mas com um regime de apuração que não permite uma comparação direta entre os percentuais.


Também acaba o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a maioria dos produtos, e começa a ser cobrado o Imposto Seletivo sobre itens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.


Um complicador adicional é que não se pode descartar um cenário em que a alíquota dos novos tributos seja conhecida apenas em meados de dezembro, prazo final definido na legislação para o Senado fixar o percentual. O cenário mais provável é ter uma definição até outubro. O resultado terá como base os dados que a Receita Federal vem coletando desde o início do ano a partir das notas fiscais de quem já adaptou seus sistemas às novas regras.


Lembrando que a reforma irá manter a carga tributária geral: se alguns setores pagarem mais imposto, outros terão de ser desonerados. Não é possível, portanto, que todas as empresas utilizem a reforma como justificativa para mudanças de preços. Caso isso ocorra de forma disseminada, pode ser necessária a atuação de órgãos de defesa do consumidor e governo para conter abusos, como foi feito em 1994.


As empresas também devem estar atentas ao impacto do novo sistema de arrecadação (que será opcional e apenas para transações B2B em 2027) e ao regime de créditos tributários sobre o fluxo de caixa, lembrando que os créditos de PIS/Cofins poderão ser utilizados normalmente em janeiro, apesar da extinção desses tributos.


As empresas que conseguirem se adaptar corretamente à reforma estarão em uma posição de vantagem concorrencial, afirma Appy. Aumentar margem pode até gerar ganhos de curto prazo, mas também resultar em perda de mercado.


Fonte: Folha Online

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Brasileiro aumenta parcelamento nas compras com cartão

 O brasileiro aumentou o número de parcelas nas compras com cartão de crédito sem juros neste ano. No primeiro trimestre de 2026, foram R$ 138,3 bilhões em compras divididas entre 7 e 12 parcelas, aumento nominal de 16,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) apresentados nesta segunda-feira (11).


Este valor representa 35,4% do total comprado no crédito parcelado. Já o montante dividido entre 2 e 6 parcelas somou R$ 243,6 bilhões, alta anual de 13,4%, correspondendo a 62,4% do total. No ano passado, porém, era 63,4% do total.


Já as compras acima de 12 parcelas sem juros somaram R$ 8,5 bilhões, o equivalente a 2,2% do total. No primeiro trimestre de 2025, essa fatia era de R$ 5,2 bilhões, ou 1,6% do total.


Ainda de acordo com os dados da Abecs, o uso do cartão de crédito aumentou na compra de eletrodomésticos e eletrônicos (21,4% na comparação anual), de livros (16,3%) e de roupas, sapatos e acessórios (13,2%). Nessa última categoria, a maioria das transações é parcelada.


Já em alimentação, cujo uso do cartão subiu 12%, 80% das compras foram à vista, 13,4% em até seis vezes e 6,6% em mais de seis parcelas.


Em serviços, o maior crescimento do uso do cartão de crédito foi em educação básica (21,9%), a maior parte à vista.


Para Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente executivo da Abecs, o aumento das parcelas não reflete necessariamento alto endividamento das famílias brasileiras, mas sim uma reorganização financeira de modo a adequar o valor da fatura à capacidade de pagamento.


"O brasileiro dividindo em mais vezes consegue espaço no seu orçamento mensal para fazer os pagamentos", diz o executivo.


O cartão de crédito como um todo cresceu 13% em um ano, alcançando R$ 810 bilhões transacionados. O tiquete médio por operação aumentou 4,8%, a R$ 148,75.


Apesar do forte uso do cartão, o peso do instrumento no endividamento do brasileiro é reduzido, diz a Abecs.


Com base em dados do Banco Central, a associação diz que o rotativo, juro acionado quando há atraso no pagamento da fatura, representa 2,6% do endividamento familiar.


"O pagamento das faturas no vencimento segue em 85%, estável há alguns semestres. E, em média, o brasileiro fica apenas 12,7 dias no rotativo", afirma Vieira.


Também segundo o BC, a inadimplência no cartão de crédito foi de 9,1% em março, crescimento de 1,3 ponto percentual em um ano.


A dívida do cartão de crédito é um dos alvos do Novo Desenrola, programa de renegociação de débitos bancários do governo federal. Débitos contraídos até 31 de janeiro de 2026 poderão ser renegociados com descontos entre 30% e 90%, com juros de até 1,99% ao mês.


"O Desenrola é importante para toda a sociedade. No momento que você resolve a questão de endividamento, a pessoa vai voltar a consumir", diz Vieira.


Fonte: Folha Online

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Canetas emagrecedoras e remédios caros podem elevar preços dos planos de saúde empresariais

 Especialistas projetam inflação médica entre 8% e 11% em 2026 e apontam impacto nos próximos reajustes.


A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.


A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.


Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.


Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.


No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”.


No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).


Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.


Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde.


Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo.Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina.

Outros fatores também pesam na inflação médica


Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes.


Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios.Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados.

Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes.


A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos.


Apesar da alta projetada para 2026, especialistas avaliam que a inflação médica deve desacelerar em relação ao ano passado — reflexo de um esforço maior das operadoras para combater fraudes e controlar custos após o aumento das despesas no pós-pandemia.


Dados do Relatório de Tendências Globais de Custos Médicos da Aon, por exemplo, apontam alta de 9,7% nos custos médicos corporativos no Brasil — uma queda de 3,2 pontos percentuais em relação aos 12,9% projetados para 2025.


Segundo o diretor executivo da Mercer Marsh Benefícios, Marcelo Borges, esses esforços se concentraram em duas frentes: mudanças na coparticipação e maior controle sobre reembolsos e rede credenciada.


De um lado, o aumento da coparticipação ajudou a reduzir o uso indevido dos planos — como idas frequentes ao pronto-socorro sem urgência, excesso de exames e repetição de consultas sem necessidade.


Já as regras mais rígidas para reembolsos, diz o executivo, surgiram após a identificação de casos de fraude, em que beneficiários tentavam obter ressarcimentos indevidos.


Por fim, o executivo explica que, nos últimos anos, houve um processo de renegociação das operadoras com hospitais e clínicas da rede credenciada.


Na prática, isso significa que as operadoras revisaram contratos e passaram a adotar medidas para segurar os custos, como pacotes fechados de procedimentos e regras mais claras para diárias hospitalares.


O diretor de Health & Talent da Aon no Brasil, Fabio Martinez, reforça que, mesmo com a desaceleração, o setor ainda enfrenta o desafio de incentivar o uso mais eficiente dos planos de saúde.


“A gestão de custos em saúde precisa levar em conta o acesso a tratamentos mais eficazes, mas também mais caros, principalmente com a inclusão frequente de novas tecnologias e medicamentos no rol da ANS”, conclui.


Fonte: G1

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Taxa das blusinhas: ministro da Fazenda admite que fim do imposto está sendo discutido

 Tarifa de importação sobre encomendas de baixo valor é cobrada desde 2024. Manutenção da taxa das blusinhas foi defendida pelo vice-presidente da República e por varejistas nacionais para defender indústria nacional de produtos de baixo valor.


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que não abre mão do programa Remessa Conforme, que regularizou e controlou a importação de produtos de baixo valor no país, mas admitiu que o fim da chamada "taxa das blusinhas" está em discussão dentro do governo.


A informação foi divulgada durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).


Segundo Durigan, o Remessa Conforme passou a controlar a entrada das importações de baixo valor no país, observando, por exemplo, se brinquedos estão de acordo com as regras de segurança, assim como se os demais produtos estão em linha com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Vídeos em alta no g1


O ministro disse que não pretende acabar com o programa, mas reavaliar a "taxa das blusinhas".


Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.


A "taxa das blusinhas" também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.


Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde. Nos três primeiros meses deste ano, a arrecadação subiu de 21,8%, atingindo R$ 1,28 bilhão.


Fonte: G1

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Como escolher um banco digital seguro e sólido

 Aprenda a avaliar a solidez de um banco digital através de critérios objetivos, indicadores financeiros e camadas de proteção ao consumidor


A popularização dos bancos digitais transformou a maneira como lidamos com nossas finanças, oferecendo agilidade e conveniência. Contudo, a escolha de uma instituição financeira levanta uma questão fundamental: qual banco digital é realmente seguro e sólido?


Antes de tudo, é importante reforçar um ponto essencial: todas as instituições autorizadas a operar como banco no Brasil, de acordo com seu porte, estão sujeitas às exigências regulatórias, mecanismos de governança, controles internos, gestão de riscos e supervisão do Banco Central, independente se são digitais ou não.


Isso significa que solidez e segurança são medidas por um conjunto de fatores objetivos que garantem a proteção do seu dinheiro e a estabilidade da instituição. Para o consumidor, compreender esses critérios é essencial para tomar uma decisão informada e construir uma relação de confiança duradora.


O que define um banco seguro na prática?


O conceito de "banco seguro" vai muito além da percepção popular de que instituições maiores são automaticamente mais confiáveis. A segurança de um banco deve ser avaliada com base na solidez do balanço, a qualidade da carteira de crédito, a posição de liquidez e a capacidade da instituição de atravessar diferentes ciclos econômicos sem gerar surpresas para clientes e investidores.


Bancos que mantêm estruturas prudentes, com gestão disciplinada de riscos, tendem a oferecer mais previsibilidade e estabilidade. Isso se reflete na experiência diária do cliente e na confiança construída ao longo do tempo. Indicadores de solidez financeira


A solidez de um banco é mensurada por dados concretos e públicos. Entre os mais relevantes estão:


Índice de Basileia, que mede a relação entre o capital próprio do banco e seus ativos ponderados pelo risco

Níveis de liquidez que indicam a capacidade da instituição de honrar seus compromissos de curto prazo

Qualidade dos ativos, visto que carteiras de crédito com garantias permitem uma resiliência maior em ciclos econômicos desfavoráveis e reduzem perdas inesperadas

Diversificação de fontes de captação, o que evita a concentração excessiva e contribui para a estabilidade

Rentabilidade consistente e inadimplência controlada na carteira de crédito

Instituições como o Inter, que seguem esses indicadores, demonstram solidez em diferentes aspectos. Um deles é manter uma carteira de crédito majoritariamente colateralizada, em que cerca de dois terços dos empréstimos contam com garantias. Soma-se a isso um modelo de negócios diversificado e uma disciplina consistente na gestão de risco, formando a base de uma instituição verdadeiramente sólida.


Para Alexandre Riccio, CEO do Inter no Brasil, ter o capital adequado, liquidez, qualidade dos ativos, captação diversificada, gestão responsável de riscos e um balanço financeiro forte, garante mais tranquilidade para os clientes, mesmo em cenários econômicos mais turbulentos ou desafiadores.


“Além disso, a qualidade da liderança, a conformidade com a supervisão regulatória e a existência de mecanismos de proteção ao cliente também são pontos relevantes. Na prática, a experiência do cliente, a estabilidade dos canais digitais e a confiança na marca acabam sendo sinais importantes dessa solidez no dia a dia”, afirma o executivo.


As proteções essenciais para o cliente


Em um banco digital esse tema envolve múltiplas camadas, que vão desde garantias financeiras até a segurança tecnológica, passando também pela conscientização das pessoas:


Fundo Garantidor de Créditos (FGC): para depósitos elegíveis, o FGC oferece uma garantia de até R$250.000,00 por CPF/CNPJ por instituição financeira, com um limite global de R$1.000.000,00 a cada período de 4 anos

Sistemas avançados de cibersegurança: incluem prevenção e monitoramento de fraudes, criptografia de dados e mecanismos de autenticação forte, como biometria e múltiplos fatores de verificação

Educação financeira e digital: bancos maduros investem na conscientização dos clientes sobre golpes e boas práticas de segurança online

Políticas claras de ressarcimento e atendimento: canais de atendimento ágeis e eficientes são cruciais para resolver problemas e garantir o ressarcimento em caso de incidentes

Bancos maduros investem continuamente em tecnologia e evolução de controles para proteger usuários, criando um ambiente digital mais seguro e minimizando riscos de fraudes. A educação financeira e digital, um pilar importante para o Inter, também é exemplo de uma medida fundamental de proteção.


Como instituições maduras respondem a incidentes


Mesmo com as mais robustas medidas de segurança, incidentes podem ocorrer. O que diferencia uma instituição madura é a forma como ela responde a esses desafios. A rapidez na identificação do problema, a comunicação clara e transparente com os clientes, a existência de estruturas definidas de gestão de crises e a capacidade de contenção de impactos são decisivas.


Alexandre Riccio explica que um "ponto essencial [de segurança] é a capacidade de aprender com eventos e ajustar processos e controles, fortalecendo continuamente o sistema de gestão de riscos".


Uma postura proativa e adaptativa sinaliza maturidade e compromisso com a segurança, garantindo que a instituição esteja sempre evoluindo para proteger seus clientes e seus ativos.


Escolha informada, finanças protegidas


Para escolher um banco digital, é fundamental observar indicadores financeiros, qualidade da gestão de riscos, proteções oferecidas e capacidade de resposta a incidentes.


A segurança financeira é um direito e responsabilidade compartilhada, em que a transparência das instituições e a vigilância dos consumidores se complementam para um ambiente digital mais confiável.


Instituições que combinam liquidez robusta, qualidade dos ativos, modelo de negócios diversificado e investimentos contínuos em tecnologia oferecem um exemplo de como a solidez é construída no ambiente digital.


Ao priorizar esses critérios, os consumidores desfrutam da conveniência dos bancos digitais com a tranquilidade de saber que suas finanças estão em boas mãos.


Fonte: CNN Brasil

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Decisão do STF sobre superendividamento pode ajudar aposentados




 Em defesa do conceito do "mínimo existencial", uma decisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ajudará endividados e aposentados em todo país. Criado pela Lei do Superendividamento, o conceito funciona como espécie de trava jurídica para evitar que a dívida de quem perdeu o controle das contas não consuma todo salário.


No caso dos aposentados, não é difícil encontrar quem esteja superendividado. Com a política salarial que os regimes previdenciários praticam, reposições salariais pífias corroem o poder de aquisitivo do benefício previdenciário. O encolhimento da renda ocorre anualmente, ajuda no descontrole financeiro e afasta o aposentado da tarefa de conseguir viver com o que ganha.


A lei foi criada para que as instituições financeiras e bancos não devorassem todo o salário. O conceito do mínimo existencial surgiu, assim, para proteger o consumidor de boa-fé, garantindo que a renegociação de dívidas não impeça o sustento básico. Agora essa lei foi respaldada pelo Supremo.


O grande problema é a precificação atribuída ao que se chama de sustento básico, valor equivalente à quantia de R$ 600. Em outras palavras, o salário pode em tese ser todo comprometido para o pagamento da dívida, desde que seis cédulas da nota de cem reais sejam preservadas no final do mês em prol da dignidade do sustento.


Daí vem a pergunta: e com R$ 600 mensais é possível garantir dignidade ou sustento?


Donos de supersalários, os ministros do STF entenderam que esse deveria ser o valor protegido contra o endividamento.


Foi necessária uma decisão como essa, por mais óbvia que seja, para pelo menos garantir um valor mínimo. Existiam cenários no passado de devedores nem sequer terem esse valor mínimo protegido.


Aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por terem regras específicas, têm uma margem consignável que torna o mínimo existencial ampliado. A legislação estabelece que o valor que pode ser comprometido por desconto consignado é de até 45%.


No entanto, existem aposentados egressos de outros regimes previdenciários que a margem é muito maior, inclusive quando o conjunto de desconto é composto com descontos, como pensão alimentícia, empréstimo consignado, imposto de renda, ressarcimento de dívida, entre outros.


Servidores públicos aposentados podem ser submetidos a descontos mensais que ultrapassam 60% ou 70% dos proventos, percentuais manifestamente excessivos diante do caráter alimentar da verba.


Por óbvio, é premente que esse valor deverá ser revisado. Isso fica a cargo de CMN (Conselho Monetário Nacional) e Poder Executivo, que devem fazer análises periódicas sobre o assunto.


Portanto, para que o valor protegido seja aumentado, se dependerá da boa vontade do CMN e do governo federal, este que muitas vezes não tem a isenção necessária para criar normas que contrariem o sistema bancário e financeiro.


Em prol do mínimo existencial, o STF ajudará a proteger descontos exagerados de aposentados. Mas a decisão deixa a desejar por não definir um valor mais elevado ao "mínimo protegido", que possa pelo menos garantir dignidade no final do mês.


Fonte: Folha Online

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Por que a Anvisa proibiu agora o clobutinol, xarope banido em outros países

 A substância, presente em xaropes indicados para tosse seca, foi vetada após a agência apontar risco de arritmia grave — tema que orienta o próprio anúncio oficial da decisão.


A Anvisa determinou na segunda-feira (27/04) a suspensão imediata da venda e do uso de medicamentos à base de clobutinol e proibiu a comercialização, fabricação, importação, manipulação, propaganda, distribuição e uso desses produtos no país.


A substância, presente em xaropes indicados para tosse seca, foi vetada após a agência apontar risco de arritmia grave — tema que orienta o próprio anúncio oficial da decisão.


A medida se baseia em um parecer da área de farmacovigilância da agência, que concluiu que os riscos do clobutinol superam seus benefícios terapêuticos.


O principal problema identificado é o prolongamento do intervalo QT, uma alteração na atividade elétrica do coração que pode desencadear arritmias potencialmente fatais.


Diante da gravidade dos efeitos adversos — e do fato de o medicamento ser usado para tratar um sintoma geralmente benigno — a agência considerou justificável a suspensão total.


O clobutinol é um antitussígeno de ação central, ou seja, atua no sistema nervoso para reduzir o reflexo da tosse. Durante anos, foi amplamente utilizado em xaropes de uso comum, muitas vezes consumidos sem acompanhamento médico rigoroso.


Esse perfil de uso amplo e relativamente banal aumenta a preocupação quando surgem evidências de efeitos colaterais graves, especialmente de natureza cardíaca.


A decisão brasileira acompanha uma tendência já observada em outros mercados. Em 2007, a Agência Europeia de Medicamentos iniciou uma revisão sobre a substância após sua retirada na Alemanha. A análise foi motivada por dados clínicos que associaram o clobutinol ao prolongamento do intervalo QT, inclusive em voluntários saudáveis.


Agora você pode receber as notícias da BBC News Brasil no seu celular.


Na avaliação europeia, o risco foi considerado especialmente relevante porque poderia afetar pacientes sem histórico de doença cardíaca e porque os medicamentos eram indicados para tratar uma condição comum, frequentemente fora de ambientes clínicos.


O comitê científico concluiu que o balanço entre risco e benefício era desfavorável e recomendou a retirada das autorizações de comercialização em toda a União Europeia.


Na época, a fabricante Boehringer Ingelheim retirou voluntariamente seus produtos com clobutinol de diversos mercados, contribuindo para a redução global do uso da substância.


Um relatório das Nações Unidas também cita o clobutinol em uma lista consolidada de substâncias cujo consumo ou comercialização foi proibido, retirado ou severamente restrito por governos ao redor do mundo.


O documento compila decisões regulatórias enviadas por autoridades nacionais e pela Organização Mundial da Saúde, incluindo tanto proibições quanto retiradas voluntárias por fabricantes com base em preocupações de segurança.


Nos Estados Unidos, o cenário é menos direto.


Não há uma decisão pública amplamente divulgada da FDA anunciando formalmente uma proibição do clobutinol nos mesmos moldes europeus ou brasileiros.


Registros da agência indicam, porém, que o produto está classificado como descontinuado, sem versões genéricas disponíveis — o que, na prática, significa que deixou de ser comercializado no país.


Fonte: BBC - Brasil