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Desenrola 2.0: Serasa aponta 82,8 milhões de endividados no Brasil; 47% das dívidas são com instituições financeiras

 A Serasa Experian informou nesta terça-feira (5) que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira.


A empresa de proteção ao crédito informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.


Segundo o Serasa, 21% das dívidas estão relacionadas a contas básicas, como contas de água, luz e gás. Outros 11,5% do endividamento são com o setor de serviços.


De acordo com a empresa:


há338,2 milhõesde dívidas registradas;

o valor médio de dívida por pessoa é deR$ 6.728,51;

o valor médio de cada dívida é deR$ 1.647,64(há pessoas com mais de uma dívida).

Levantamento do Serasa em abril com 1.904 pessoas de todo o Brasil mostrou que:


38%das dívidas com o setor financeiro referem-se ao desemprego ou perda de renda;

16%são relativas a gastos emergenciais;

13%estão ligadas à desorganização financeira;

10%ao apoio a familiares e amigos; e

7%ao atraso no pagamento.

Plataforma de renegociação


A Serasa também informou que terá uma plataforma voltada para renegociação de dívidas dentro do Desenrola 2.0.


Segundo o órgão, 7,7 milhões de ofertas do Novo Desenrola já estão disponíveis no ecossistema de renegociação. As ofertas também estão disponíveis no aplicativo do Serasa.


Entre os participantes, estão o Itaú, o Santander, o Bradesco, o Banco Pan, o Banco BMG, o BV, o Neon e o NU.


Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.


Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).


A dívida renegociada terá:


Descontos entre30%e90%;

Taxa de juros máxima de1,99%ao mês;

Até48 mesesde prazo;

Prazo de até35 diaspara pagamento da primeira parcela;

Limite da nova dívida (após descontos) atéR$ 15 milpor pessoa, por instituição financeira;

Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas


Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas.


As instituições também ajustam seus sistemas para viabilizar a implementação.


Leia aqui o que os principais bancos disseram sobre aderir ao programa

Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos.


O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.


Fonte: G1

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