Ano novo, orçamento novo.
Não é nada festivo nem poético falar disso perto do Natal e do Réveillon, mas com a projeção de mais um ano com inflação alta e economia em baixa, as contas têm de fechar. Mesmo com a Lei do Superendividamento, não dever é sempre a melhor saída.
Há algumas máximas que, se adotadas no dia a dia, poderão afastar o vermelho da conta-corrente.
Crédito não é renda – todo o empréstimo terá de ser pago algum dia, normalmente com correção e juros;
A compra por impulso pode levar alguns minutos, mas comprometer meses ou anos da renda familiar;
Nós gostaríamos de ter muitos bens na vida, mas nem sempre haverá dinheiro para comprá-los;
Em tempo de incertezas econômicas e políticas, redobrar a cautela pode evitar graves problemas financeiros;
Renda para o consumo é a que sobra depois das chamadas despesas obrigatórias –como aluguel, prestação imobiliária, condomínio, energia elétrica, gás, água, transporte, alimentação e impostos;
Há gastos imprevistos para os quais devemos contar com alguma reserva (medicamentos, por exemplo);
Crédito rotativo do cartão não deve ser utilizado sob hipótese alguma, pois suas taxas são absurdas;
Quem empresta dinheiro sem exigir garantias, cobra taxas muito maiores do que a média do mercado;
Pesquisa comparativa de preços deve anteceder todas as compras;
Não há crédito sem juros nem com taxa zero;
Presente e ceia de Natal são belas tradições, mas o melhor destas ocasiões é estar com familiares e amigos.
Para finalizar, algumas dicas para festejar e não ficar inadimplente:
Faça uma ceia colaborativa, com comidas e bebidas sob responsabilidade dos participantes da festa;
Organize amigo secreto (oculto) para troca de presentes;
Peça para os participantes indicarem seus interesses (livros, calçados, roupas, games, brinquedos etc.), e defina valores mínimo e máximo para o presente;
É possível fazer uma festa divertida e menos cara;
Cozinhar em casa geralmente é mais barato, mas, para poucas pessoas, talvez valha mais a pena encomendar a ceia em uma padaria ou supermercado da sua região;
Pesquise os produtos em atacados, que costumam ter preços mais em conta.
Fonte: Folha Online

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